Entendendo a acidez?

Problemas de acidez afetam até 20% ou mais dos adultos de maneira regular1,2. Assim, mesmo que você possa pensar que as pessoas não sabem pelo que você está passando, você não está sozinho.

Os problemas mais comuns associados à acidez são a azia e o refluxo ácido1,2. A azia é aquela sensação desconfortável de queimação no centro do peito, especialmente depois de comer uma grande refeição. O refluxo ácido ocorre quando você sente o gosto de alimentos regurgitados ou um líquido azedo e amargo no fundo da boca ou da garganta.

Os sintomas de acidez podem ser muito desagradáveis e ocorrer nas horas mais inconvenientes, mas, de maneira geral, podem ser tratados de maneira rápida e simples1.

Para entender o que é a acidez, vamos reexaminar o que aprendemos na aula de ciências sobre o sistema digestivo.

Quando engolimos alimentos ou bebidas, eles viajam por um “tubo” - chamado esôfago - até o estômago. A base do esôfago, onde ele se une ao estômago, tem uma faixa de músculo ao redor dela chamada esfíncter1. Esse esfíncter fica bem fechado a maior parte do tempo. Ele se abre para permitir que os alimentos entrem no estômago e depois se fecha para impedir que o conteúdo do estômago escape para o esôfago1.

Quando o esfíncter na base do esôfago fica enfraquecido ou relaxa quando não deve, o ácido gástrico pode subir pelo esôfago. É esse ácido que causa os sintomas de desconforto, a azia1.

Infográfico para explicação da azia

Causas e riscos dos problemas com a acidez

A principal causa da azia é um esfíncter esofágico fraco ou anormalmente relaxado, mas nem sempre sabemos o porquê dele fica fraco ou relaxado1.

Quando comemos uma grande refeição, os músculos do esfíncter podem se distender ou enfraquecer. De maneira similar, inclinar-se ou deitar-se pode aumentar a pressão sobre o esfíncter, tornando-o relaxado1.

Outras coisas parecem aumentar o risco de problemas de acidez sem necessariamente afetar o esfíncter propriamente dito. Assim, é uma boa ideia evitá-las.

Ícone da pimenta

Certos alimentos e bebidas causam acidez1,2?

Sim. Todos sentimos ocasionalmente vontade de comer certos alimentos que não são muito bons para nós. Mas é importante lembrar de fazer tudo com moderação. Alimentos gordurosos ou fritos, alimentos muito temperados, cebola e alho, tomate e produtos à base de tomate, frutas cítricas e chocolate podem causar problemas de acidez ou piorá-los.

Assim como qualquer outro alimento, é importante escolher bem as bebidas, especialmente após uma refeição. Álcool, café, chá e outros refrescos ou bebidas energéticas contendo cafeína também podem causar problemas de acidez ou piorá-los.

Ícone de cigarro

Nossas escolhas de estilo de vida causam acidez1,2?

Diversas das nossas escolhas de estilo de vida podem causar azia.

O fumo pode enfraquecer o esfíncter esofágico. Além de fazer mal aos pulmões, cigarros causam muitos outros problemas. Eles incluem problemas no trato gastrointestinal.

Outro fator que tem uma forte associação com problemas de acidez é o sobrepeso. Não se deve perder peso somente por razões estéticas. Perder peso também pode melhorar saúde geral e bem-estar.

Além disso, muitas pessoas acham que o estresse e a falta de sono podem causar sintomas de acidez ou piorá-los.

Ícone de cápsula

Alguns medicamentos causam acidez1?

Caso você tome medicamentos regularmente, como pílulas anticoncepcionais ou para pressão alta, isso pode contribuir para problemas de acidez. Você deve discutir isso com seu médico.

Sintomas e problemas de acidez

A maioria de nós já sentiu azia, aquela sensação de queimação no peito, em algum momento da vida. Isso acontece porque ela é o sintoma mais comum de um problema de acidez1,2.

Muitas pessoas sofrem de azia à noite, e cerca de três em cada quatro dessas pessoas dizem que ela perturba o sono3. Problemas de acidez à noite podem estar relacionados a fatores do estilo de vida. Você poderá descobrir mais sobre isso aqui.

A acidez também ocorre com frequência durante a gravidez. De fato, ela é frequentemente vista como uma parte completamente normal da gravidez4. Descubra mais sobre o que você pode fazer para tratar a azia durante a gravidez aqui.

Caso você sinta azia severa ou muito frequente (2 vezes ou mais por semana) e sofra frequentemente de refluxo ácido, marque uma consulta com seu médico, pois isso pode indicar uma forma mais severa de acidez, chamada doença do refluxo gastroesofágico (DRGE)1,5.

Os problemas de acidez pioram com a idade?

Ícone de um homem idoso

Algumas pessoas não têm problemas de acidez com frequência, enquanto outras podem tê-los regularmente. Às vezes se passa um período com sintomas regulares seguido de um período sem sintomas1.

Pessoas que apresentam sintomas regularmente provavelmente continuarão a apresentá-los ocasionalmente por toda a vida. O lado positivo é que esses sintomas não serão tão ruins2.

Soluções para problemas de acidez

Por sorte, há muitas coisas que você pode fazer para obter alívio dos sintomas de acidez, tais como medicamentos que podem reduzir os sintomas rapidamente, e algumas dicas de estilo de vida que podem ajudar a prevenir ou reduzir a severidade dos problemas de acidez.

três tipos principais de medicamentos que são usados para tratar sintomas de acidez2:

Antiácidos2

Estes atuam neutralizando o ácido do estômago (ácido gástrico) e tendem a oferecer alívio muito rapidamente2.

Antagonistas do receptor H2

Estes são elaborados para reduzir a quantidade de ácido gástrico que você produz. Eles não funcionam tão rapidamente quanto os antiácidos, mas os efeitos podem ser mais duradouros2.

Inibidores da bomba de prótons (IBPs)

Estes funcionam de maneira semelhante aos antagonistas do receptor H2, porém são mais potentes e, portanto, podem ser mais eficazes caso seus sintomas sejam mais severos2.

A maioria dos antiácidos está disponível diretamente na farmácia, mas você poderá precisar de uma receita médica para obter antagonistas do receptor H2 ou IBPs.

Consulte um médico se seus sintomas preocupam você, se você tentou qualquer um desses tratamentos e eles não funcionaram ou se você acha que precisa deles regularmente. Você poderá precisar fazer alguns exames para confirmar o problema, ou seu médico poderá dar a você uma receita para um medicamento mais forte.

Há também algumas mudanças que você pode fazer no seu dia a dia que podem ajudar a prevenir ou reduzir a severidade de sintomas de acidez como a azia1,2,6.

Ícone de um homem com sobrepeso

Caso esteja com sobrepeso, tente emagrecer

Ícone de jeans

Evite roupas apertadas, que podem pressionar seu estômago

Ícone de um homem deitado com a cabeça elevada

Eleve a cabeceira da cama, especialmente caso apresente sintomas de acidez à noite

Ícone de um cigarro aceso

Evite fumar e bebidas alcoólicas

Ícone de uma faca e um garfo
  • Evite alimentos que possam causar azia
  • Espere pelo menos três horas depois de uma refeição antes de ir dormir
  • Evite fazer grandes refeições - é melhor fazer refeições menores mais regularmente.

Onde descobrir mais

É bom saber que há muitas coisas que você pode fazer para impedir que os sintomas de acidez atrapalhem sua rotina

Uma das melhores maneiras de começar se seus sintomas não forem muito severos é com um antiácido. Uma opção pode ser o sal de fruta Eno. Você pode descobrir mais sobre como o sal de fruta Eno pode ajudar aqui

Lembre-se de consultar um médico caso tenha sintomas especialmente persistentes ou severos.

    1. PubMed Health. Heartburn and GERD: Overview. Institute for Quality and Efficiency in Health Care, November 2015.
    2. Sandhu DS, Fass R. Current trends in the management of gastroesophageal reflux disease. Gut and Liver 2018; 12 (1): 7–16.
    3. Orr WC. Management of nighttime gastroesophageal reflux disease. Gastroenterol Hepatol 2007; 3 (8): 605–606.
    4. Richter JE. Review article: the management of heartburn in pregnancy. Aliment Pharmacol Ther 2005; 22 (9): 749–757.
    5. Mayo Clinic. Heartburn. Mayo Foundation for Medical Education and Research 2018.
    6. Katz PO, Gerson LB, Vela MF. Guidelines for the diagnosis and management of gastroesophageal reflux disease. Am J Gastroenterol 2013; 108: 3: 308–328.